Crise: Modernidade, Modernismo, Modernização

31 jul 2016 por Letícia Lima

Modernidade        Modernismo        Modernização

No início do século XVIII um grupo de intelectuais europeus, movidos pela intenção de reformar a sociedade, (pois a considerava: obsoleta, ultrapassada, devido ao raciocínio cartesiano e empirista inglês, e notadamente conduzida pelos dogmas religiosos), criaram um movimento conhecido como Iluminismo, ou Era da Razão. Movimento este, que segundo o filósofo Immanuel Kant (1724-1804), infere: “O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos  impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão […].” (Wikipédia, 2011, p.2). Logo, a Modernidade não é senão outra designação do Iluminismo, já que ambos romperam o que se considerava ultrapassados.

Quanto ao Modernismo, sua principal característica é o movimento constante e dinâmico na busca por novos modelos estéticos, porém transitório sobre o permanente.

Por fim, a Modernização tem como premissa, que a sociedade pelo advento da industrialização, desenvolvimento urbano e suas consequências, tornam-se modernos na sua expressão e generalidades. Mas também, segundo Carlos Ceia a Modernização é marcada pela transformação “tanto dos mecanismos produtivos como dos procedimentos administrativos utilizados na organização da vida coletiva”. (Verbete do E – dicionário de termos literários, 2011).

A relação da noção da modernização com a crise da modernidade apresenta-se, porque a primeira exige rupturas constantes com o estabelecido. É a busca pelo novo e revolucionário, por isso é fácil deduzir-se que fundamentalmente depende de criatividade; quando essa não acontece, de um lado, por falta de imaginação dos grupos de vanguarda, por outro, por comodismo devido ao desejo de permanecer na zona de conforto, o conceito de Modernidade entra em crise.

Assim, exemplificando esta perspectiva menciono a turnê  do cantor Paul McCartney em 2012 negociando seu retorno a América Latina, passando por três cidades brasileiras. (Fonte: Jornal do Brasil. 02/09 às 13h55). Visto que, Paul McCartney cantor inglês do grupo “The Beatles”, conjunto musical da década de 60, continua lotando estádios na atualidade, atraindo publico de todas as faixas etárias, gostos e raças. Demonstrando assim, a crise do novo, quando o cantor é solicitado a cantar seu repertório antigo. A Modernidade exige a busca do novo e revolucionário, portanto, graças à crise desta, continuaremos a ver e ouvir o “velho” e bom Paul, por um bom tempo.

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