Coisas sensíveis X Coisas visíveis

22 set 2016 por Letícia Lima

HC Platão filósofo grego  (Atenas, 427 a.C.) baseou suas ideias na diferença entre as coisas sensíveis (ideias) e as coisas visíveis (matéria). Ao longo dos tempos já no século XV Galileu (Itália, 1564) responsável pela revolução científica e nomeado pai da ciência moderna dividiu o homem em dois: O homem que sente, e o homem que conhece.

O homem que sente interage muito com sua intuição, percepção e sentimentos, que é aonde encontra respostas para muitas questões que a finitude do raciocínio não alcança, qual seja; o infinito. Já o homem que conhece está voltado ao externo, valorizando assim o que é visível, material e mensurável, desprezando o invisível por não poder refletir acerca do que é imaterial, tornando-se assim, limitado para compreender o todo de uma situação.

Posteriormente, C. G. Jung (Suíça, 1875) médico psiquiatra e psicanalista foi um profundo estudioso do interior humano, tomando a si próprio como fonte de estudo. De tudo que escreveu contribuiu muito para o esclarecimento da complexidade humana, e expôs com precisão os perfis psicológicos dos indivíduos, utilizando estas bases filosóficas (racional e irracional), sem com isso, desqualificar alguma delas. A definição de racional está associada a função lógica, enquanto que, a irracional condiz com o sentir e perceber.

Em termos orgânicos, o cérebro é composto de dois hemisférios cerebrais, que representam exatamente esta oposição e dualidade que se complementam para a compreensão da totalidade.

Ao Hemisfério direito compete: Intuição, criação.

Sensibilidade , eterno, atemporal, receptivo, tácito, Gestáltico, não linear, simultâneo, difuso, feminino,artístico,  espacial, irracional, experimental, alma.

Ao Hemisfério esquerdo compete: Racional, lógico, matemático.

Razão, temporal, histórico, ativo, explícito, analítico, linear, focal, sequencial, masculino, verbal, argumentador.

Portanto, a habilidade e interação de cada indivíduo em suas funções diárias reflete o hemisfério cerebral dominante, que necessita estar em equilíbrio, para operarem juntos diante as necessidades da existência humana, qual seja; Racional e Sensorial.

 

 

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